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Judô

Gosto de quero mais

Judô aposta em fórmula que deu resultado nas últimas edições dos Jogos: atletas levados para treinar titulares sentem o clima olímpico

| Tags: maisesportes  celular 

Publicação:

25/07/2012 08:20

 

Atualização:

25/07/2012 08:24

Ivan Drummond
Enviado especial

Ivan Drummond/EM/D. A Press
Renan e Bruno esperam aproveitar oportunidade para repetir trajetória de Luciano e Sabino

Shefield
– O que os judocas Luciano Corrêa, Tiago Camilo, Leandro Cunha, Rafaela Silva e Felipe Kitadai têm em comum nas suas carreiras? É que todos eles foram, um dia, ukes (sparrings) de outros atletas brasileiros em outras edições dos Jogos Olímpicos e isso faz com que os atuais colaboradores nos treinos sonhem, um dia, em conseguir também trilhar esse mesmo caminho. É dentro desse clima, em que o aprendizado faz parte, que acontecem os treinos da equipe brasileira na cidade de Sheffield, distante duas horas de trem, da sede da Olimpíada.

Luciano Corrêa foi uke de Mário Sabino, hoje um dos técnicos da Seleção Brasileira, nos Jogos de Atenas’2004. “Foi a coisa mais importante da minha carreira. Na Grécia aprendi o que é uma Olimpíada. É essencial viver os Jogos para poder planejar a carreira. É quando se aprende o que pensar e o principal, o que sonhar. Acho fundamental viver isso antes de estar na competição. É isso o que falo para Renan Nunes e o Bruno Altoé, que aliás, também é do Minas”, explica o brasiliense.

Sabino concorda com Luciano. Para ele, ser um uke é o primeiro passo para se desejar estar na Olimpíada. “O Luciano pôde ter a oportunidade de sentir a Olimpíada antes de estar nela. Ele viu tudo, sentiu o clima e passou a sonhar com isso, o que é muito importante. Eu mesmo estou aqui como integrante da comissão técnica, mas às vezes faço o papel de uke.”

Luciano acaba se transformando em espelho para Altoé e Renan. “Eu digo a eles da importância de estarem aqui nos ajudando. Eles estão sentindo isso, como eu senti em Atenas. Falo que é a oportunidade da vida deles.”E a conversa acaba mexendo com seus dois ukes. Renan disse que nunca tinha pensado dessa forma. “Sinceramente, vim para ajudar nos treinamentos, mas não sabia dessa história do Luciano e nem dos outros lutadores. Vou passar a participar, daqui em diante, de outra forma.” Altoé ficou ainda mais motivado. “Passo a acreditar que épossível, sim, tirar proveito desse treinamento. Quero, um dia, disputar uma Olimpíada. Quem sabe no Rio, daqui a quatro anos.”
E quem pensa que ser uke é coisa só de quem é novo e está começando, engana-se, pois já detentor de uma medalha olímpica, de bronze, em Sydney'2000, no peso leve, Tiago Camilo, que viria a ser campeão mundial dos meios-médios, no Rio'2007 e conquistaria, também nessa categoria, sua segunda medalha de bronze, em Pequim'2008, foi a Atenas apenas como uke de Flávio Canto.

“Tudo o que vivi tem seu lado positivo. Eu tinha mudado de peso depois de Sydney e não consegui a classificação para Atenas, mas a opostunidade de ir para ajudar o Canto teve seu lado positivo. Aprendi muito. Fiquei de fora dos Jogos. Sofri muito por isso, mas estar lá foi revigorante, muito”, conta Tiago, que pode se tornar o primeiro judoca da história a conquistar três medalhas olímpicas em categorias diferentes, já que agora compete na médio.

Teimosia O meio leve Leandro Cunha também teve o seu primeiro contato com os Jogos como uke. Era quem treinava com João Derly. Também em Atenas, junto com Luciano, era o sparring de Henrique Guimarães. “'Isso foi fundamental pra mim, pois ali coloquei na cabeça que queria estar competindo. Tentei em Pequim, mas não consegui. Agora, chegou a minha vez. Sou persistente, teimoso e, não fosse a oportunidade de treinar com Henrique, não sei se teria chegado aqui.”

Em Pequim’2008, a peso leve Rafaela Silva era quem treinava com Kethleyn Quadros, brasiliense que compete pelo Minas, a primeira mulher a conquistar uma medalha olímpica individual para o Brasil. “Deu certo ser a uke dela e lá, tive a certeza de que também iria conquistar uma medalha. Pois estou aqui e quero realizar esse sonho, impulsionado há quatro anos.”

Kitadai era quem treinava com Denilson Lourenço. Era o mais novo do grupo. “Eu era ainda juvenil. Em Pequim apenas os juvenis foram ajudar na preparação da equipe. Para mim foi muito bom, pois comecei a sentir o que é uma Olimpíada e o que precisava fazer para estar nela. Pois consegui, mas devo muito disso ao fato de um dia, ter sido um uke.”

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