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FUTEBOL DE AREIA

No Recife, Brasil vence Paraguai por 12 a 2 e é campeão sul-americano de futebol de areia

Preparatório das Eliminatórias Conmebol foi disputado na praia do Pina

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postado em 08/02/2015 15:40 / atualizado em 08/02/2015 18:15

Redação Superesportes /Diario de Pernambuco

Marcello Zambrana/Divulgação
A única falha na campanha do Brasil na Copa Sul-Americana de Beach Soccer havia sido uma derrota diante do Paraguai ainda na fase de classificação: 8 a 7. Contudo, depois deste domingo, o tropeço não importa mais. Nas areias da praia do Pina, em Boa Viagem, Recife, a Seleção Brasileira voltou a enfrentar o Paraguai na final do torneio. Diante de 3 mil torcedores, os brasileiros devolveram o resultado anterior com uma goleada - 12 a 2 - e conquistaram o título, que credencia o Brasil à condição de cabeça de chave 1 nas Eliminatórias.

A partida começou com os brasileiros impondo um ritmo acelerado e buscando definir o placar cedo. O Paraguai fazia o contrário: bem durante toda a competição, os paraguais se complicaram e não conseguiram acompanhar os donos da casa. Ainda na primeira etapa, a contagem já era elástica: o Brasil marcou com Rodrigo, Daniel, Gabriel e Datinha. No segundo período, a partida seguiu desigual: o goleiro brasileiro Mão quase não praticava defesas, enquanto a zaga paraguaia se segurava como podia. Sidney (somando seu 150º gol pela Seleção), Bruno Xavier (chegando ao 10º na competição), DDI, Rodrigo, Datinha e Daniel ampliaram: 10 a 0 antes do intervalo da partida. A torcida viu um Brasil bem mais vagaroso no segundo tempo: a Seleção apenas administrava a vantagem, sofrendo dois gols - marcado por Lopez e Rodriguez -, mas anotando mais dois com Datinha e Daniel, que fechou o placar em 12 a 2.

Mas as comemorações não se resumiram ao tempo regulamentar da partida. O ex-jogador Benjamin, atual assistente-técnico da Canarinha, recebeu uma camisa com o número 339, homenagem em alusão ao número de partidas oficiais que disputou. Ele soma 308 gols (3º maior artilheiro, ao lado de Jorginho) e é quem mais atuou pela equipe. Quem também foi lembrado foi o goleiro bicampeão mundial Wágner, paraplégico após um acidente automobilístico em 2010. Ele levantou a taça e foi saudado pelos torcedores. Além deles, os premiados do domingo foram Datinha (melhor jogador), Bruno Xavier (artilheiro, com 10 gols) e o chileno Echeverria (melhor goleiro).

"Esse prêmio é de todo o grupo. Entramos muito determinados nessa final, conseguimos marcar melhor e os contra-ataques funcionaram bem. Os gols saíram e isso foi fruto da nossa vontade, da nossa concentração, temos um grupo unido e vamos comemorar muito esse título", comemorou Datinha. "Nós não jogamos bem nas primeiras partidas, faltou um pouco de concentração, mas aquela derrota para os paraguaios acabou sendo importante para a gente, porque acordamos na competição. Temos um grupo maduro, experiente, que sabe se cobrar e sabe o que fazer nessas horas. Tenho que agradecer a essa torcida maravilhosa de Pernambuco, mais uma vez eles fizeram uma grande festa, nos carregaram nos braços e vamos muito bem preparados para as Eliminatórias", avaliou Bruno Xavier.

Essa não foi a primeira vez que a Seleção Brasileira de Beach Soccer foi campeã nas areias pernambucanas. Em 2013, o país conquistou a Copa das Nações e, no ano seguinte, subiu ao ponto mais alto do pódio na Copa América.

Classificação final da Copa Sul-Americana de Beach Soccer
Brasil
Paraguai
Argentina
Chile
Uruguai
Bolívia